sábado, 27 de dezembro de 2008

Quando dizer eu te amo?

Você está apaixonada, já falou para as amigas, espalhou para os quatro cantos. Mas a pessoa amada nunca ouvia aquela pequenina frase: Eu te amo!
Primeiro você se pergunta: - Será que é realmente amor? Depois vem a próxima pergunta: - Será que ele me ama? Daí vem à fase da consulta, consulta as amigas mais próximas, relata a rotina de vocês, as conversas, exagera um pouco no jeito carinhoso que ele te olha e se preocupa com você, suas amigas suspiram e dizem: Claro que ele te ama amiga! Que lindo!
Lindo? Lindo nada se ele me ama mesmo porque nunca disse nada? E senta que lá vem teoria, mulher adora supor porque não aconteceu e sempre tem uma desculpa super bem elaborada dos "porquês" masculino. Mesmo com as teorias sempre bem convincentes das amigas moderninhas você decidi esperar pra que ele fale primeiro, afinal, vai que você fala primeiro e ele não diz nada ou pior vem com um: “É eu gosto de você também”, ou ainda mais complicado desaparece. Não, não, melhor não correr o risco, vai esperar! Dali por diante cada momento de vocês juntos é uma excelente oportunidade.
Ah, esse é o momento certo: - Só nós dois em casa tomando um vinho, jantando, rindo, tudo certo, ao que ele segura gentilmente a sua mão e diz: Eu... Estou um pouquinho cansado, vamos para a cama? Não era bem isso que você queria ouvir, mas sorri e vai deitar.
Agora sim bem aconchegados, embaixo dos lençóis, tão abraçados e grudados um no outro que poderiam ser confundidos com um único corpo na cama, sim, vai ser agora, ao que ele com um tom de voz que estava mais para um sussurro: Eu... Posso desligar a TV? Não era bem isso que você queria ouvir, mas sorri novamente e vai dormir fazer o que?
Final de semana vocês viajam para a casa dele na praia, e juntos na varanda, ou melhor, dizendo juntinhos na rede que delícia! Momento ideal, por do sol, dividindo a rede, não tinha como ser mais perfeito, você decide não esperar mais, vai ser agora: Respira fundo olha bem nos olhos dele e vem aquele longo: Eu... Ele olha fixamente nos seus olhos ao que você diz: Eu vou pegar uma bebida quer alguma coisa?
Ele parece um pouco frustrado, desvia o olhar e diz: - Não obrigado. Enquanto você se levanta da rede com uma voz doce, mas em alto e bom tom ele diz: EU TE AMO! Um sorriso ilumina o seu rosto, enquanto você vira esquece a bebida e volta pra rede!

sábado, 20 de dezembro de 2008

As pequenas diferenças...

Lidomar o garanhão, era assim que era conhecido na roda de amigos, era só falar em balada e lá estava Lindomar sempre perfumado, aparência impecável, cabelo sempre com pomada importada, claro Lindomar não usava gel, afinal, além de tudo Lindomar era o típico metro sexual, com sua lábia e charme em toda festa que aparecia estava com uma garota diferente ou melhor algumas garotas. E pra completar o perfil Lindomar era um beijoqueiro de primeira linha e sempre ouvia da mulherada: - Ai Lindomar que beijo bom, como você beija bem ou ainda que beijo molhado hum eu poderia te beijar a noite inteira.


Em uma dessas noitadas Lindomar conheceu Sophie, linda e sorridente encantou Lindomar que logo resolveu usar do seu charme para se aproximar, Sophie também gostou de Lindomar e papo vai vodka vem, acabaram ficando, ficando mais ou menos, pois, embora estivesse bem escuro no bar, Sophie preferia ficar abraçando e dando um selinho ou outro, mas nada de beijos apaixonados, Lindomar achou aquilo estranho, e pensou: - ela deve estar com vergonha de ficar beijando em publico e por gostar dela achou que seria uma boa idéia convidá-la para jantar em sua casa e lá foi Lindomar para a cozinha, decidiu fazer penne ao molho branco, nada muito sofisticado, mas suficiente para impressionar, um bom vinho para completar, tudo pronto, ao estilo de um bom conquistador.


Depois de jantar um filminho no sofá e as coisas começaram a esquentar, e esquentaram só que Sophie ainda com os beijinhos selinhos dela, naquela noite ficaram juntos e foi bom, mas nada de beijos calientes e mais uma vez ele ficou encanado.

Continuaram saindo e se divertindo muito, só que na hora que as coisas ficavam mais quentes nada de beijos e quando o Lindomar se empolgava e tascava um dos seus beijos arrebatadores que as outras mulheres pareciam adorar Sophie até retribuía só que na seqüência disfarçadamente limpava os lábios.


No primeiro momento ele não comentou nada, apenas começou a prestar mais atenção nas atitudes da moça e claro, toda vez ela tinha a mesma reação. Um pouco chateado e também de saco cheio Lindomar não se conteve: - Você tem nojo de mim? Porque você sempre limpa os lábios quando eu te beijo? Claro que eu não tenho nojo de você. O problema que tenho agonia de sentir os meus lábios molhados é só isso. Só isso? Pensou Lindomar indignado.

Lindomar tentou não demonstrar espanto e continuou com a relação tentando apenas beijá-la do jeito dela, e mesmo tentando muito, mas muito mesmo ele sempre acabava dando uma babadinha e ela claro a sua típica limpadinha de lábio

Lindomar tentou, tentou até que aquilo começou a incomodá-lo de tal maneira que ele desistiu, a vontade de ficar com Sophie diminuiu e ele acabou cansando dos seus beijinhos e limpadinhas de lábio.


Meses depois do termino Lindomar conheceu Neuza, essa sim adorava seus beijos molhados e tudo mais, tudo estava indo perfeitamente bem entre eles. Depois de algumas semanas saindo, beijando e se divertindo muito, Lindomar e Neuza passaram a primeira noite juntos, Neuza era perfeita e depois de muito se amarem chega a hora de dormir e Lindomar com sua natureza romântica da maneira mais amorosa possível, coloca Neuza em seus braços, pra fazer o que ele mais gostava: - Dormir agarradinho no melhor estilo “conchinha”, quando de repente Neuza começa a se afastar na cama. Por algum motivo Neuza parecia ter certa fobia de ter alguém dormindo tão pertinho dela, pediu desculpas deu um beijinho na testa de Lindomar e foi para o outro lado da cama.


Lindomar e Neuza continuaram seu romance e estavam muito felizes, mas na hora de dormir, era sempre aquela frustração para Lindomar, o pobre moço estava amargurado cada hora uma coisa diferente, uma não gosta do beijo outra não quer dormir abraçadinho de conchinha, o que eu faço? estava apaixonado por Neuza e tinha que encontrar uma solução para aquele problema . Naquela noite na hora de dormir e quando Neuza já se afastava para o seu lado da cama, Lindomar carinhosamente estendeu sua mão e Neuza percebendo sua idéia fez o mesmo, os dois dormiram de mãos dadas e Lindomar descobriu que ninguém é perfeito, mas sempre é possível achar um jeitinho.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

O Ciúme e a Escova de dente

Alguns dizem que é normal, outros que é uma questão cultural, outros que amor sem ciúme não é amor.

Tem também aqueles que pensam que a base para um relacionamento saudável é a confiança e claro os mais saidinhos por sua vez alegam que “ninguém é de ninguém”.

Há ainda aquelas pessoas que afirmam: - Eu não sou ciumento/a! batem no peito, gritam e se mostram indiferentes a esse assunto.

Mas de repente seu objeto de desejo está ali, todo sorridente e derretido por uma pessoa do sexo oposto e ai não tem como evitar aquele nó na garganta aquela vontade de bater o pé, espernear e dizer: - Não chega perto que é meu! Mas o que é seu afinal?

Aquele sorrisinho bobo na cara dele? Aquele seu olhar guloso? Ou aquela mão teimosa que disfarçadamente toca o braço da outra pessoa? Nada!

É isso mesmo nada disso é seu naquele momento tudo isso é daquela outra pessoa que por alguns minutos ou horas, vai ocupar a mente dele e despertar seus desejos.

O importante é manter-se segura, confiante, porque no final da noite, é com você que ele vai pra casa, é com você que ele divide as coisas boas e ruins que aconteceram durante o dia, é com você que ele faz planos, é pra você que ele empresta o pijama, é em você que ele dá um beijo de boa noite, é a sua escova de dente que está ao lado da dele na pia do banheiro.

Ninguém está imune a sentir atração por outra pessoa, mas isso passa! e o que fica é: - vocês dois acordando juntos e decidindo o que vão querer no café da manhã.

terça-feira, 15 de julho de 2008

O homem perfeito...

Um homem perfeito é aquele homem que é carinhoso, compreensivo, que gosta das mesmas coisas que você;

Que gosta de ouvir músicas calmas, tranqüilas, mas que também consegue se divertir e dançar ao som de Ivete Sangalo;

Que gosta de ir a restaurantes sofisticados, tomar um bom vinho, mas que também aprecia um bom acarajé com camarão e vatapá;

Que adora viajar! De aviação, de carro, trem, helicóptero, caiaque, bicicleta, cavalo;

Que adora a tranqüilidade dos parques, seja o Hyde Park em Londres, Ibirapuera em São Paulo ou em qualquer outro lugar do mundo;

Que acredite nas mesmas coisas que você; num mundo mais justo, mais humano, nas pessoas, no amor;

Que goste de ficar na cama até tarde no domingo, mas que também te convença a se levantar e fazer uma caminhada com a promessa de um açaí com granola como recompensa;

Que te ouça, ouça seus planos, sonhos, mesmo que pareçam bobos e sem sentido;

Que fale várias línguas assim vocês podem evitar as falhas na comunicação;

Que seja inteligente para conversar sobre vários assuntos, afinal, ouvir sobre o impacto que a baixa do dólar pode causar aos países emergentes, pode ser bem excitante;

Que te ame, ame muito, para agüentar as suas neuroses, chatices e falta de paciência;

Que se perca de vez em quando para mostrar que é como qualquer outro ser humano, mas que saiba encontrar o caminho assim você não precisará de bússola ou GPS, e ainda vai se sentir super segura ao lado dele;

Que não precise que você trabalhe muitas horas fora de casa, assim você terá tempo para fazer trabalho voluntário, organizar as festas em família e ver as apresentações das crianças na escola;

Que goste muito de crianças, de cachorro e que queira ter filhos;

Que seja amoroso, caridoso, amável e sensível aos problemas alheios;

Que tenha o coração no lugar certo! (quero dizer que tenha um coração enorme!);

Que seja engraçado te faça rir, ria de si mesmo, tire sarro de você e não se importe quando você fizer o mesmo;

Que goste das coisas simples da vida como um sorriso, uma careta, um pôr-do-sol, um andar de mãos dadas, um dia na praia, um beijo carinhoso...

O telefone toca, a caneta descansa e Carolina volta ao mundo real.

sábado, 31 de maio de 2008

Uma chance ao amor...

Quem disse que você não pode conhecer o amor da sua vida na adolescência?

É claro que fica difícil acreditar nisso quando você lembra daquela imagem, de um magricela, de voz fina e que ficava de porre com dois goles de ponche nas festinhas matinê da escola.

Aquele carinha que foi apaixonado por você durante vários anos na escola e você nada de dar atenção para o pobre. Pelo menos foi o que aconteceu com Carolina, desde a quarta série o Aroldo tinha uma paixão pela Carolina a quem ele chamava carinhosamente de Carolzinha. (que Carol achava meio cafona!), mas nunca comentou nada por medo de magoar o Aroldo que era o seu melhor amigo, um tipo de irmão caçula como ela se referia a ele. (Aroldo achava isso insuportável!), mas nunca falou nada e você pode imaginar por que.

Durante anos o Aroldo ficou arrastando um caminhão, uma boiada, um mundo pela Carolina, mas ela nada, nem notava, afinal, que mulher que aos dezesseis anos dá atenção para um menino três anos mais novo? Bom, eu não conheço muitas, tem toda uma coisa de amadurecer mais rápido, vantagem que as mulheres tem.

Carolina e Aroldo seguiram caminhos diferentes depois da escola. Carolina foi estudar num colégio particular, onde conheceu muitos garotos interessantes, divertidos e tudo mais que os garotos são aos 20 e poucos anos.


Aroldo, também seguiu seu caminho, começou a nadar, ir para a academia e freqüentar o colégio técnico em informática, onde conheceu várias garotas interessantes, lindas e tudo mais que as garotas são aos 18 anos.

E os dois nunca mais se encontraram ou lembraram da época de escola nada.
Mas às vezes o destino resolve brincar com as pessoas e depois de sete anos sem contato, eles se encontram na festa de aniversário do Jorginho amigo em comum da época de escola.

Quando Carolina chega à festa feliz e sorridente, pois, iria reencontrar amigos que não via há muito tempo, ela entra na sala e vê aquele cara forte, charmoso, com pose de bom moço, seus olhinhos brilham e quando de repente ele se vira, adivinha?

Isso mesmo era o Aroldo!

Aroldo, Oi! Quanto tempo?! Lembra de mim a Carolzinha!
Oi Carolzinha! Você está ótima! Linda!
Obrigada, você também está... diferente.
Diferente? Como assim?
Eh... Muito bem, quero dizer.

Ficaram se olhando e conversando por horas sem tirar o sorriso bobo da cara! E claro, não preciso nem dizer, mas a história termina mais ou menos assim: - E viveram felizes para sempre!

Então mãos a obra! Se funcionou pra eles, pode dar certo para você também, pegue a lista de telefones dos seus amiguinhos de escola que você não dava à mínima, pois, quem sabe entre eles não tem um magricela que vai te fazer muito feliz!

sábado, 24 de maio de 2008

Nem Freud Explica...

Vocês eram perfeitos um para o outro, mas acabou...

Vocês se amavam loucamente, tinham uma química de dar inveja, mas passou...

Você viu aquele estranho, e arrepiou até aquele fio de cabelo que você nem sabia que existia...

Você o deixou. Ele ligou, insistiu, pediu, chorou e você irredutível, voltar de jeito nenhum, meses depois ele está namorando, você não para de ligar e ele nem ai pra você...

Você é a mulher da vida dele, mas ele não percebe e quer apenas ser seu melhor amigo...

Vocês se encontram por acaso, por acaso começa o relacionamento, tá tudo indo muito bem obrigada, mas de repente ele tem coisas mais importantes como os negócios, o doutorado, o cachorro...

E você sempre assim tentando entender o que aconteceu, o que acontece. Simples.Paixão. A paixão é assim: - as vezes acontece para algumas pessoas, as vezes acontece só para uma das pessoas envolvidas, as vezes não acontece, as vezes acontece e acaba na sequência, e ela é assim vai e vem, e quando acontece (e torça pra que aconteça com você não adianta se esconder ou fingir que não é com você, quando a paixão te pega não tem como fugir (ainda bem!) dessa sensação incrível que é estar apaixonado, as vezes dura anos, meses, ou apenas dias, minutos, mas isso é o que menos importa porque enquanto dura vai te fazer tirar os pés do chão ( e acredite é sempre bom levitar).

Fique atenta, porque quando você menos espera ela vem e te pega! talvez numa viagem de negócios ou lazer, num passeio no parque, num pagode de domingo a tarde, na fila do supermercado, no estacionamento, num dia nublado ou de sol, naquele dia que o seu humor está nas alturas ou nem tão de bom humor assim.

A paixão não é algo para tentar explicar, e qualquer tentativa de racionalizar ou exemplificar, seria pura perca de tempo. Se já aconteceu com você Ótimo!Aproveite! mas se ainda não aconteceu fique atenta, hoje pode ser um belo dia para se apaixonar!

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Como todo 1º encontro deveria ser...

Marieta, não tinha sorte no amor, era o que todos diziam, nas reuniões de família, ela era sempre o assunto principal, afinal, todas as primas, tias, irmãs e amigas da sua idade já estavam casadas, e se não tinham filhos estavam quase lá, e Marieta “pobrezinha como dizia seu tio Raimundo” não tinha ninguém. E olha que não faltavam pessoas tentando arrumar um bom partido pra moça, era uma tia que tinha um vizinho, uma irmã que tinha um cunhado, uma amiga da amiga, que tinha um amigo e por ai vai...

E Marieta tentava, tentava. Ia para um passeio no parque com um, para um jantar romântico com outro, para o cinema, sinuca, cervejada, igreja. Ela até tinha uma estratégia preparada para o 1º encontro. “Tenho que estar linda, bem-humorada, perfumada, distribuir sorrisos, ser delicada e elegante. Tinha todo o roteiro estudado e devidamente memorizado. E lá ia ela. Conhecia um, saia com outro, até se interessava as vezes mas no final nada dava certo.

Um dia sua irmã liga e diz que um amigo está vindo passar o final de semana em sua casa e gostaria de levá-la para sair. Marieta pensou: “Sábado à noite nada pra fazer, o que pode dar errado, vou aceitar” e foi o que fez. Chegou a casa da sua irmã pontualmente ás 20:00, afinal, não se pode atrasar no 1º encontro. E conheceu Romeu Augusto, um sujeito bem-apessoado, educado, divertido. Gostou. Saíram.

Marieta era um pouco fraca pra bebida, mas resolveu acompanhar Romeu Augusto em uma noitada de bebedeira.

E lá foram os dois. Marieta bebeu de tudo; e era tequila, cerveja, pina colada, virava copos de chopp, vodka com e sem guaraná, uma mistura daquelas.

Entre um bar e outro, uma danceteria e outra, e com o teor alcoólico de Marieta em quase 100%, ela dançou, riu alto, falou e falou e riu de novo e dançou e não fim, esqueceu de todo o roteiro do 1º encontro que normalmente seguia, e claro que depois de tudo isso como era de se esperar, começou a se sentir mal, enjôo pra cá, tontura pra lá, cambaleando e quase desmaiando, percebeu que já era hora de acabar com aquele 1º encontro, Romeu Augusto que ainda nem tinha beijado a moça teve que leva-la em casa, meio embriagado, com apenas uma das mãos no volante, pois, com a outra estava segurado a cabeça de Marieta pra ver se ela conseguia controlar o vômito. Não adiantou.

Um carro vomitado depois e um corpo quase sem vida na cama Romeu Augusto, acabou adormecendo, o 1º encontro acabou assim, mas a história dos dois continua e até hoje os dois dividem a mesma cama e quando lembram do episódio riem e dizem um para outro: - “nosso amor é tão impregnante quanto o nosso 1º encontro.”